Caos!
Dança cosmos, salpica de estrelas
Em espirais tal qual redemoinho.
Mistura as moléculas em fogo brando,
Em banho maria e sem agonia.
Emenda os átomos em cadeias compridas,
Carbono, hidrogênio e água em rochas encrustadas.
E ao longo de tempos absurdos
No caos do acaso origina
Cadeias moleculares protéicas que se repliquem.
E sua sina é se complicar, tanto e de tantas formas, que ao longo de toneladas de anos ganhem consciência.
E ai é que está o grande paradoxo.
Com tanta entropia no universo
Como pode um tanto de gravidade e poeira
Darem origem à inteligência?
E assim se deusifica o acaso.