quarta-feira, 2 de julho de 2014


Estamos vivendo o paradoxo da informação.


Tudo aquilo que achamos que sabemos, ou foi negado, ou foi substituído por novas descobertas, ou não vale mais.


No campo da astronomia, por exemplo, se faz descobertas mais entusiasmantes e extraordinárias a cada dia, porém, aquilo que acreditávamos ser certezas, não passam de equívocos.


Plutão não é mais um planeta, tem água suficiente próximo ao núcleo da Terra para encher cinco vezes todos os oceanos do planeta, o universo teve um início com uma super inflação, onde a matéria se movia mais rápido que a velocidade da luz.
Isto são apenas pequenos exemplos, e nada garante que em pouco tempo, novas descobertas coloquem em cheque estas afirmações.


Nossas tecnologias estão levando o conhecimento para longe da percepção humana, e isto é bom, pois nosso aparato sensorial é muito falho para perceber a “real” realidade, no entanto, tudo está ficando muito contra-intuitívo, e cada vez mais, o conhecimento científico se afasta do senso comum.


Fico extremamente empolgado a cada publicação científica, física quântica, relatividade, singularidade, matéria negra, é tudo tão incrível, mas em que o momento não seremos mais capazes de compreender estas descobertas fantásticas? Será que somente ultra-computadores com I.A. capazes de pensar por si serão capazes de tocar adiante este trabalho hercúleo da compreensão?  E se for assim, qual o papel do ser humano nesta caminhada? Será que estamos fadados à marginalidade intelectual perpetrada por nós mesmos?

Não tenho as respostas, mas carrego uma curiosidade imensa para saber o que saberemos e o que ignoraremos nos próximo cinquenta anos.

Um comentário:

  1. Dani tenho uma questão. Os supercomputadores só existe porque algum mente o criou, certo? Até mesmo os algorítimos de I.A. por mais metamorfos que possam parecer, foram criados por alguém. Então não sei, acho que o que está acontecendo é cada vez mais uma marginalização, o conhecimento dito "real" está cada vez mais nas mãos de pouquíssimas pessoas (não que não estivesse antes, só está mais descarado essa divisão).
    Ao meu ver, ao ponto que temos informações de sobra, temos profundidade de menos. Todo mundo tem acesso a informações, superficialmente. E as vezes a impressão que eu tenho é que essas informações não são soltas a revelia, não o caso de Plutão que acreditamos por anos, mas alguns experimentos o que me parece é que são divulgados como uma maneira de desviar a realidade.
    Sabemos que as grandes descobertas não foram feitas visando a melhoria da qualidade de vida, e sim guerras. Mas hoje com a onda do politicamente correto, me parece que a ciência libera para nós apenas as descobertas que possam dar uma conotação de coisa "boa", mas no fundo as pesquisas que vão mudar o curso do que sabemos / ignoramos nos próximos 50 anos, continuam "ocultas".

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